Análises Físico – Químicas e Produtos de Degradação

Análises Físico – Químicas e Produtos de Degradação

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Todo medicamento, necessita de um padrão de qualidade antes mesmo de ser disponibilizado no mercado.

Para que a população possa utiliza-lo, é necessário que passe por análises físico-químicas, as quais são preconizados por compêndios oficiais para comprovação da eficácia e qualidade farmacêutica. Dentre estas analises pode-se destacar:

  • determinação de peso (verifica se as unidades de um mesmo lote apresentam uniformidade de peso);
  • ensaio de identificação do princípio ativo de medicamentos (verifica se o princípio ativo presente no medicamento é o declarado);
  • ensaios de pureza (ex.: substâncias relacionadas);
  • doseamento do princípio ativo de medicamentos (verifica se a quantidade do princípio ativo está dentro da faixa aceitável);
  • teste de dissolução (determina a quantidade do princípio ativo dissolvido no meio de dissolução);
  • determinação da uniformidade de doses unitárias (permite avaliar se a quantidade do princípio ativo é uniforme);
  • análise de aspecto (análise de cor, odor e aspecto da embalagem);
  • determinação de pH;
  • determinação de volume (verifica se as unidades de um mesmo lote apresentam uniformidade de volume).

A importância de testes e análises de estabilidade

A importância de um programa de testes de estabilidade bem organizado para a avaliação da estabilidade química e física da substância química de referência (SQR) e da forma farmacêutica não pode ser subestimada. Estudos de estabilidade são indicativos de atributos dos produtos farmacêuticos que são suscetíveis a mudanças durante a estocagem ou decorrentes de interações entre os excipientes e a substância ativa, os quais, provavelmente, influenciam a qualidade, segurança e eficácia do produto.

Testes de estresse têm como objetivo provar a qualidade do fármaco ou produto farmacêutico com o tempo sob a influência de fatores ambientais, tais como temperatura, umidade e luz; permitem recomendar condições de estocagem, períodos de reteste e estabelecer o prazo de validade. Em adição, permitem estabelecer possíveis caminhos de degradação. O teste de estresse é uma importante ferramenta para predizer problemas relacionados à estabilidade.

Os resultados do teste de estresse podem ser úteis em diversas áreas da pesquisa e desenvolvimento farmacêutico além das áreas analítica, de formulação e de embalagens. Estudos de estabilidade bem projetados podem levar ao entendimento das características de estabilidade intrínseca da molécula do fármaco. Para tanto, uma abordagem química guiada para o estudo de estresse é defendida, na qual as estruturas dos maiores produtos de degradação são determinadas e os caminhos de degradação são propostos e testados. O desenvolvimento de um protocolo científico para estudos de estabilidade requer o entendimento das condições sob as quais o fármaco se degrada, bem como do mecanismo de degradação. Isto é estabelecido através de uma série de estudos de estresse propostos para elucidar a estabilidade intrínseca de novas moléculas por determinação da sua rota de degradação. Os resultados destes estudos são a base para o desenvolvimento de formas farmacêuticas, formulações e processos de fabricação, selecionando as condições adequadas de embalagem e estocagem e os métodos analíticos a serem utilizados nos estudos de estabilidade.

O guia do ICH, o guia para realização de estudos de estabilidade da ANVISA e o guia da WHO (World Health Organization), requerem que os testes de estresse sejam conduzidos para elucidar as características de estabilidade inerentes da substância ativa. Estes guias indicam a necessidade da identificação dos produtos de degradação formados sob variadas condições e a determinação das possíveis rotas de degradação. Eles sugerem que os testes devem abranger o efeito da temperatura, umidade, oxidação, fotólise e suscetibilidade à hidrólise numa ampla faixa de valores de pH.

Objetivo dos estudos de degradação forçada

Em resumo, os estudos de degradação forçada são realizados para alcançar os seguintes objetivos:

  • Estabelecer vias de degradação de fármacos e medicamentos.
  • Diferenciar os produtos de degradação que estão relacionados com o fármaco daqueles que são gerados a partir de excipientes e/ou adjuvantes numa formulação.
  • Elucidar a estrutura dos produtos de degradação.
  • Determinar a estabilidade intrínseca de um fármaco na formulação.
  • Elucidar os mecanismos de degradação, tais como hidrólise, oxidação, térmica ou fotólise do fármaco e do medicamento.
  • Desenvolver um método analítico adequado para indicar a estabilidade.
  • Compreender as propriedades físico-químicas das moléculas do fármaco.
  • Gerar formulações mais estáveis.
  • Produzir um perfil de degradação semelhante ao que seria observado em um estudo formal de estabilidade, sob as condições preconizadas pelos guias do ICH.
  • Resolver problemas relacionados à estabilidade.

 

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Escrito por: João Borin | Bacharel em Química, Unicamp e M. Sc. Química Orgânica, Unicamp


Referências

Matthews, B.R. Regulatory aspects of stability testing in Europe. In: CARSTENSEN, J.T.; RHODES, C.T. (Eds.). Drug stability: principles and practices. 3.ed. New York: Marcel Dekker Inc., 2000. v.107, p.580.

Blessy M, Patel RD, Prajapati PN, Agrawal YK. Development of forced degradation and stability indicating studies of drugs - A review. J Pharm Anal, 2013. in press – 

http://dx.doi.org/10.1016/j.jpha.2013.09.003 - acessado em 05/12/2017.

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